Tuesday, October 25, 2005

FRY-DAY

Esta sexta tive um jantar brutal no Bolshoi, um restaurante russo por trás da Rua de S. Bento. Foi lindo. Era o jantar de despedida de dois colegas meus daqui da agência, o Pualo e o Pedro, que foram ser lordes para outro lado. Se me perguntam, acho que fizeram todo o bem, porque aqui mal tinham tempo de ver os rebentinhos crescer, e já dizia o Velho da paragem do 51 no Restelo, que "o melhor do mundo são as crianças." I wish them luck...

Então, antes de ir para o jantar fui com dois Nunos, com o Ivo e com o Ricardo ao bairro, emborcar umas cervejinhas e uns martinis e bobexar um cadinho... já fomos mais ou menos aviaditos...
O jantar foi e-s-p-e-c-t-a-c-u-l-a-r!! A russa era brutal! Mudou de roupa 3 ou 4 vezes ao longo do jantar... abriu-nos a porta com uma roupita modesta, estava numa fatiota de apresentadora de circo quando declamou a ementa, explicando cuidadosamente cada prato, quando veio trazer a comida já envergava um vestinho vermelho, coleante, com farripas e por altura da conta já tinha outro! Não cantou apesar dos inúmeros pedidos para que o fizesse.

Ficámos num cantinho,, embebedando-nos à socapa... Não bebi vodka porque sabia que um certo ET esperava por mim no Largo das Belas-Artes, bem estacionado, mas sem parquímetro. Optei pela cerveja... mas claro que 1L depois de uma cerveja com quase 8vols de álcool, a perspectiva de deixar a nave parecia cada vez mais tentadora. Com o fígado bem encharcado decidímos entregar-nos à mais pura criatividade musical. Bem ao estilo Stomp, qualquer coisinha servia para transformar barulho em música: talheres, copos, pratos, garrafas, gritos tribais, pés, mãos... tudo! E bem bebidos que estávamos, não nos cansávamos de olhar uns para os outros (ou para as imediações, se o olhar alterado não nos permitisse encontrar e focar as pupilas do alvo) e repetir quão genial estava a ser a nossa criação! Até houve tentativas de registo, que acabaram por revelar, já sóbrios, o que temíamos... era coisa de bêbado!

Mas que divertido foi! Saímos do restaurante realizados com a nossa batucada infernal, depois de termos sido espulsos pelos soviets era quase 1h! Rumámos ao bairro, onde mais uma noite de vazio bairrista nos esperava... Horas à espera uns dos outros, para conseguirmos levar apenas metade do grupo até Tóquio. Entrámos quase à hora de saída, e por isso não foi possível suar o álccol através da dança. Mas foi catita na mesma.

Tal como o meu instinto me dizia, às 3h30 cheguei à conclusão que só estaria em condições de levar o Porcheot até casa lá para o meio-dia e com alguns 7 ou 8 cafés na tola. Cansada que estava, e com a lata aguçada pela destruição massiva a que me expus durante aquelas horitas, liguei ao Ricardo a pedir auxílio e... não é que ele me foi mesmo buscar?!?!? (fica aqui, publicamente registado, um valente obrigado!!)
Finda que estava esta maravilhosa sexta-feira à noite de fritanço, repousei por escassas horas, até ser acordada, às 10 30 pela voz da consciência que me gritava que fosse buscar o carro sob pena de já não poder fazer compras em Londres, caso tivesse o carro rebocado,ou uma multinha dos Srs da EMEL. Fui, e estava tudo ok. O que me fez ter confiança na sabedoria popular:

"Ao menino e ao borracho mete deus a mão por baixo". Neste caso, foi à borracha.
c

3 comments:

Anonymous said...

Não percebi nada da cena dos olhos... Beijinhos de boa sorte ao Pinto e ao Lima. Rita

L. said...

Ah, queres ser assim, é?
agradecemos ao ricardo trazer, mas não agradecemos à leila levar!
Há-des cá viri!
aguardo com antecipação a prenda de reconciliação que me vais trazer de londres...

sem mais,

***

ps: http://chuaah.blogspot.com vão ver!

olivia said...

obrigada leila por ir levar!!

assim escuso de trazer prenda!!
EHEHEHEH