A família toda, pai mãe e 3 pirralhas gritadeiras no banco de trás de um Austin Metro vermelho PB-57-68, grades em cima cheias de tralha (remotamente lembrando uma camioneta Indiana!). Uma viagem de 8 horas Portugal-acima, pela Nacional 1 rumo ao Porto, paragens na Batalha, no Portugal dos Pequeninos, ou onde quer que as pequenas bexigas de menina obrigassem! Meninas sem cinto nem cadeirinha nem nada, que não havia dessas coisas, ora às bulhas ora de costas para o trânsito a brincar às curvas sempre, sempre pondo os nervos dos adultos à prova. Como retaliação, o meu pai punha a cassete de Lucciano Pavarotti a altos berros. Nós às vezes cantávamos! Uma vez ouvimos Beattles, mas isso é outra história de uma viagem diferente, também ao Porto, mas ao de S.Martinho (do Porto).
A família reunia-se à da Tia Zé em Canelas para depois irmos em excursão para a Agrela, pastar ovelhinhas a sério, ir ao leite, tomar banho no tanque e apanhar amoras (às vezes também atirar Saras e Pedros para dentro das silvas para salvar o couro!). E mesmo chegando ao Porto (mais precisamente aos arredores de Gaia) a altas horas da noite, 3 meninas excitadas corriam para a sala, com o sofá cama já preparado e viam isto pela noite dentro.
É que a Tia Zé tinha um vídeo e nós ainda não!
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4 comments:
ohhhhhhhhhhh! E as tardes de Bocas e tom swayer em tua casa?! ihihihh
Estás a ficar muito nostálgica Clarinha.. Estás mesmo a precisar de vir a casa matar saudades..Bjs M
Parecem-me momentos familiares, e mt fáceis de os situar num imaginário infantil, onde todos os sentimos tão intensos, e no fundo tão simples...
"Parecem-me momentos familiares, e mt fáceis de os situar num imaginário infantil, onde todos os sentimos tão intensos, e no fundo tão simples..."
Yes,perhaps! But images of childhood resist being buried in the cemetery of memories.
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