Tuesday, May 20, 2008
tarda mas não falha!
Marrocos e eu temos uma relação amor-ódio! São do conhecimento geral as peripécias que ditaram que a minha primeira incursão a Marrocos em 2005 tivesse sido... interrompidas. Desta vez, a viagem foi um sucesso, um absoluto sucesso. Partilhá-las é que já estava a parecer complicado... Pode ser que à terceira corra tudo como mandam as regras das férias. Sim, porque pretendo ir a Marrocos uma terceira, quarta e quiçá quinta vez, e eu não gosto de repetir lugares!...
Começou com a etapa Lisboa-Tarifa, normal, normal, sair às 23h chegar às 05h. Apanhámos o Ferry que leva 35minutos no estreito e 2h30 na fronteira de Tânger. É o que um tipo no Lonely Planet descreveu como "the worst possible way to enter a country and that includes Cabul!"... Polícias verdadeiros e ajudantes à cuca de "propinas" atropelam-se em ordens meias em frances, meias em árabe, com tentativas de te sacar o máximo desses preciosos euritos que ainda tens na carteira, sempre entre "sorrisos" e muita muita confusão. Quando finalmente saímos precipitámo-nos para as plaquinhas azuis indicativas da autoestrada para Rabat. Só a 60km de Tânger parámos numa Afriquia e comemos pãozinho marroquino e delicioso thé a la menthe! Chegámos a Rabat às 13h com 1000km no bucho e tivémos de enfrentar a pior quest so far: encontrar o cento da cidade. Rabat não é uma cidade muito grande embora seja a capital de Marrocos. Tem cerca de 1milhão e meio de habitantes mas é um caos. Não tinhamos mapa mas mesmo que tivéssemos não teria feito diferença porque as ruas não têm placas e mesmo quando se pára para perguntar, ninguém sabe o nome das ruas. E depois, adicione-se a isto um trânsito totalmente desprovido de organização. Demorámos 2h. E até foi rápido! Ficámos num hotel mesmo na Avenida principal que, quem já foi a Marrocos saberá, se chama Mohamed V (a segunda mais importante, é a Hassan II e geralmente cruzam-se na Place de la Liberté) e passámos o fim da tarde e a noite a passear na Medina, a Costa do Castelo das cidades marroquinas.
Dormimos pouco mas muito profundamente e no dia seguinte descemos, pela costa. Esquecemos sequer tentar Casablanca que não senão senão cafés e boulevards bonitos porque Casablanca tem 5 milhões, 3vezes mais que Rabat... i rest my case!
Passámos em El Jadida, a fonte da telha de Casablanca, comemos uma douradinha recém pescada, grelhada na praia, em Oualidia, uma praia linda com uma lagoa incrível, que tem 2 micro-entradas para o mar e a torna um paraíso quando o Atlântico está violento! Passámos por Safi, onde não passam turistas quase nenhuns e, nas sábias palavras de um marroquino, "Safi, c'est suffi"... E chegámos finalmente a Essaouira. Trata-se de uma vilinha calma, que vive basicamente da pesca e do turisto. Tem vento, mesmo muito, 300 dias por ano. Nós apanhmos 3 dos 60 bons!...
Ficámos na Suite Junior a preço de amigo num super mega hotel dentro da Medina mas portas meias com a praia. Surfei em Essaouira, ao pé do Castelo que inspirou o Castles made of sand fall in the sea, eventually, do Hendrix, que lá esteve nos mágicos 60s. Passeámos em dunas na praia, convivemos com o Ali e os seus 4 Camelos (entre os quais o Max e o Capuccino) e o Ricardo foi um comerciante Berbére por... 2 minutos!
E arrancámos rumo a Marraquexe, 3 muito-bem-passados dias depois. Em Marraquexe já sabíamos. Missão #1: Hotel à porta da cidade. O Ibis da Estação de comboios central foi perfeito. Ainda tinha uma piscininha para mergulharmos sob os 35ºC do deserto.Os 200km até Marraquexe são a atravessar deserto de pó e pedras, salpicado de casabres com marroquinos e os seus burricos. MAs sem vestígios de água!
A entrada na cidade é efectivamente impressionante. Umas muralhas gigantes de barro vermelho e palmeiras, um autêntico Oásis. E lá dentro o feeling é mágico. Os souqs de Marraquexe são como viajar 800 anos no tempo, bem para o meio da idade média, só que com turistas brancos e encarnados das insolações, cheios de sacos de plástico pretos nas mãos. Tudo se vende nos souqs de Marraquexe. TUDO. É incrível a cor, a luz, os sons, os cheiros e os sabores daquela cidade. O fim da tarde, na praça Djemma El Fna é simplesmente mágico. Encantadores de serpentes, tocadores de batuques, dançarinas do ventre, contadores de histórias e o seu público, leitoras da fortuna e muitas muitas barracas de mil e um tipos de comida aparecem num piscar de olhos. E com elas milhares de pessoas. De repente, está-se a pôr o sol e toca o megafone na torre da Mesquita para a última oração do dia. E uma praça cheia de homens e mulheres pára. Todos páram, olham para baixo em sinal de respeito, como se alguém tivesse pausado a cena. E tão depressa como pararam, todos retomam o que faziam. Play.
E no´s, tão depressa como chegámos, fomos. Fizémos um Marraquexe Azeitão em 14 horas (e isso inclui o gargalo do barco). Foi há exactamente 2 semanas e já estou a morrer de saudes, desejosa de ir outra vez. Desta vez, incluirei Merzouga, o deserto. Para a próxima.
Uma amostra:
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3 comments:
realmente, valeu a pena tirar um dia de folga para por o porco em dia! :)
adorei!
***
Niceee!!! Ao ler o post até parecia que estava lá!!Curtiram foi molhos, vocês!!
Parabéns! Bela descrição e belas fotos! Valeu a pena esperar! Bjs M
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